Meu nome é Mike, tenho 30 anos, sou descendente dos povos indígenas da Amazônia, pertencente às etnias Sateré-Mawé e Tariana. Sou cantor, levantador de toadas e atualmente estou cursando o 3º período de Fonoaudiologia.
Desde criança, sempre tive grande interesse pela música, especialmente pelo canto. Aos 15 anos, surgiu a minha primeira oportunidade de integrar uma banda — um ministério de música da juventude da Renovação Carismática Católica. Como já tocava violão, comecei a exercer esse dom nos encontros cristãos realizados em Manaus, até receber a oportunidade de atuar também como vocalista.
Mesmo diante de muitos desafios e “nãos” ao longo da caminhada, tive a honra de ser vocalista do acampamento estadual “Vai ou Racha!”, em 2014. Nos anos seguintes, também participei de outros eventos e acampamentos cristãos, como AVE (Amor Verdadeiro Espera), Kairós, Eu Prefiro o Paraíso, entre outros.
Após alguns anos nessa trajetória, fui convidado para cantar MPB e sertanejo em aniversários, arraiais, eventos particulares e barzinhos, inicialmente de forma despretensiosa. Essa experiência contribuiu significativamente para minha vivência de palco e versatilidade musical.
Em 2021, mudei-me para Boa Vista do Ramos, e foi lá que minha trajetória artística tomou um novo rumo. Além do repertório que já apresentava nos shows, o público começou a pedir toadas com frequência, despertando em mim uma conexão ainda mais forte com o gênero pelo qual hoje sou apaixonado.
Em 2022, passei a integrar o Boi-Bumbá Tira Fama como violonista. No ano seguinte, fui convidado para fazer parte do Boi Mina de Ouro, também como violonista. Nesse período, tive mais oportunidades de mostrar meu potencial como cantor. Participei da Festa Tribal da escola e atuei como levantador de toadas do Boi Mina de Ouro nos anos de 2023 e 2025.
Em 2024, retornei à capital amazonense, onde resido atualmente. Hoje, busco estruturar e fortalecer minha carreira artística, retomando meus shows e consolidando meu trabalho como cantor e levantador de toadas, levando comigo a força da cultura amazônica e das minhas raízes indígenas.